Sou Henrique Trujilano. Implantar sistema é menos sobre software e mais sobre gente: conduzo projetos de tecnologia dentro de operações de todo tipo (indústria, educação, saúde, logística, condomínio), alinhando diretoria, time técnico e quem opera no campo até a ferramenta pegar de verdade.
Vinte e um sistemas que entraram em produção, organizados por frente. Os marcados como destaque são os de maior escala ou complexidade. Abra qualquer um para ver o desafio, minha atuação e o que ficou de resultado.
Plataformas que colocam a operação de segurança e facilities sob controle, do posto ao parque de equipamentos.
Levar a plataforma de gestão de rondas e limpeza para toda a carteira de clientes, substituindo controle em papel e grupos de WhatsApp por execução rastreável. Cada cliente tinha realidade própria, indo de operações de unidade única a redes com dezenas de unidades, o que exigia configuração sob medida sem abrir mão do padrão.
Gestão da ferramenta e da esteira de implantação, em papel híbrido entre comercial e TI. Conduzi 213 implantações em clientes, presenciais e remotas: levantamento das rotinas, parametrização de checklists, rondas e rotas, gestão de acessos por hierarquia, treinamento das equipes e acompanhamento pós-go-live. O relacionamento contínuo e a demanda por relatórios personalizados foram o que me aproximou de BI.
Mais de mil máquinas espalhadas pelo Brasil, com valores que vão de um soprador a equipamentos de limpeza na casa do milhão de reais. Sem controle centralizado, ninguém sabia com precisão onde cada ativo estava, quem era o responsável, quando fez a última manutenção nem se havia sido deslocado sem autorização. Ativo caro parado ou sumido é prejuízo direto, e manutenção feita só quando quebra custa muito mais que a preventiva.
Implantação do Field Lab para gestão do parque de equipamentos. Estruturação do cadastro e da taxonomia dos ativos, definição dos planos de manutenção por tipo de máquina, desenho do fluxo de abertura e acompanhamento de chamados, implantação do rastreamento por tag com GPS e das regras de alerta, além do treinamento das equipes responsáveis pelos equipamentos em campo.
Transformar uma mesa operacional reativa em uma torre de controle preditiva. Os gargalos eram de escala: monitorar presença, tratar faltas, alocar substitutos rápido e ajustar ponto, tudo no braço.
Liderança do redesenho dos processos e direcionamento do desenvolvimento das regras de negócio internas: fluxos de contingência, alocação de pessoas e automação de alertas para decisão em tempo real.
O registro de ocorrências do posto era feito em livro ata de papel, preenchido à mão pelo porteiro. Um caderno por posto, espalhado pelo Brasil inteiro. Consultar um registro antigo exigia ir até o local, a letra nem sempre era legível, o livro podia se perder ou molhar, e não havia como saber se a anotação foi feita na hora ou preenchida depois. Em prestação de serviço, esse livro é a prova do que aconteceu no turno.
Implantação do livro digital dentro da plataforma Performance Lab, em rollout nacional. Modelagem dos tipos de ocorrência, definição dos campos obrigatórios por operação, cadastro e habilitação dos colaboradores de cada posto, e treinamento dos porteiros para a troca do papel pelo aplicativo, incluindo quem tinha pouca familiaridade com celular.
Pedido de manutenção predial chegava por telefone, mensagem ou conversa de corredor. Sem registro, sem fila, sem prazo e sem histórico do que já tinha sido feito naquele prédio. Com matriz e filiais espalhadas pelo país, ninguém conseguia dizer quantos chamados estavam abertos, o que era urgente ou quanto se gastava por unidade. No caso da climatização havia um agravante regulatório: o PMOC é exigência legal para qualidade do ar em ambientes de uso coletivo, e sem controle não havia como sustentar o plano nem gerar o documento para o engenheiro responsável assinar.
Implantação do módulo de chamados de manutenção predial no Performance Lab, em nível nacional. Modelagem dos tipos de solicitação, definição das regras de triagem e priorização, estruturação dos planos de manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos de climatização e habilitação das unidades para abertura e acompanhamento dos próprios chamados.
Substituir o controle manual da frota por uma gestão centralizada e orientada a dados: reduzir sinistros, destravar o processamento de infrações e estruturar planos de manutenção para manter os veículos disponíveis.
Implantação ponta a ponta: mapeamento das rotinas, parametrização completa do software, integração dos fluxos de multas e manutenção e capacitação das equipes operacionais.
Implantação e parametrização dos módulos que sustentam tesouraria, conciliação e apuração tributária.
Parametrizar o módulo de tributos em uma arquitetura híbrida: o tratamento fiscal acontecia fora do fluxo padrão de suprimentos, o que exigiu integração customizada a partir do sistema especialista de operações (Sage IGE), com regras de de-para de XML e vínculo dinâmico de itens.
Liderança do projeto e gestão direta de 4 profissionais, em conjunto com o time de Contabilidade. Desenho técnico da integração, governança dos dados fiscais e preparação da arquitetura para as próximas mudanças regulatórias.
Implantar o módulo financeiro em uma operação com regras próprias de tesouraria: gestão de Depósitos Não Identificados (DNIs) e conciliações intercompany. O cenário exigiu roll-out em fases para não parar a operação.
Liderança da parametrização e da implantação. Mapeamento de processos, desenho das regras operacionais, testes de homologação e customização dos fluxos de tesouraria e conciliação bancária.
Arquitetura analítica para decisão e governança do acervo documental da empresa.
Antecipar a evasão de clientes e dar visibilidade da performance financeira em tempo real, substituindo o acompanhamento manual por uma arquitetura analítica de verdade.
Gestão da etapa de build, com consultoria estratégica e engenharia de dados. Direcionamento das integrações, homologação das regras de negócio em SQL/Databricks, governança de dados e validação dos KPIs com as áreas financeira e operacional.
Trocar o repositório legado por uma plataforma de gestão documental corporativa, categoria conhecida como GED no Brasil e ECM no mercado internacional, e transformá-la no arquivo oficial único da empresa, matriz e filiais. No meio do caminho, migrar 4 terabytes de histórico sem perder rastreabilidade nem parar as rotinas de RH e admissão.
Gestão ponta a ponta da implantação e da arquitetura de integração com o ATS proprietário: governança da migração, plano de taxonomia e indexação, esteiras de digitalização em campo e conformidade com a LGPD e a política de temporalidade documental.
Dois canais com papéis opostos: um que recebe e resolve, outro que dispara e mede.
Áreas diferentes falavam com o mesmo cliente por números e celulares distintos, sem histórico compartilhado nem controle do que era dito. Faltava também um canal estruturado para ação ativa: cobrança, aviso de faturamento, pós-venda e medição de satisfação dependiam de ligação ou e-mail, com baixa taxa de resposta.
Implantação da Souchat e estruturação dos setores de atendimento dentro de um único número de WhatsApp, com distribuição automática das mensagens entre usuários e departamentos. Modelagem dos fluxos por área, definição das regras de roteamento e das campanhas de disparo, além do treinamento das equipes.
Uma operação com mais de 30 mil colaboradores gera um volume constante de dúvidas repetitivas sobre holerite, escala, benefícios e documentos. Tudo isso chegava por telefone, e-mail e grupos informais, sem registro nem previsibilidade, sobrecarregando as áreas de apoio e deixando quem está em campo sem resposta fora do horário comercial.
Implantação da plataforma Ligo Cloud e construção da Sol, a assistente virtual do colaborador. Desenho dos fluxos conversacionais, definição das regras de transbordo para atendimento humano, parametrização dos canais e treinamento das equipes de apoio. A plataforma permite montar os bots arrastando blocos, sem escrever código, o que manteve a manutenção dos fluxos dentro de casa em vez de depender de fornecedor a cada ajuste.
Produtos voltados ao colaborador e ao candidato, de recrutamento com IA a comunicação interna.
Desenvolver internamente uma plataforma completa de recrutamento e admissão digital, em uma organização acostumada a software de prateleira. A solução precisava superar em eficiência os players de mercado já usados pela empresa.
Gestão do ciclo de vida do produto e do desenvolvimento em métodos ágeis: direcionamento das sprints, dailies, priorização de backlog, validações de UI/UX e ponte entre as demandas do RH e o time de engenharia.
Comunicados, atualizações, planilhas e links da unidade circulavam soltos entre plantões administrativos e farmacêuticos, manutenção predial e hotelaria. Cada turno reconstruía a informação do zero, e quem entrava no plantão dependia de perguntar a alguém. Eu trabalhava na operação da farmácia, não na área de tecnologia, e ninguém tinha pedido essa solução.
Construí por iniciativa própria a intranet da unidade em Google Sites, centralizando comunicados, atualizações, links e planilhas online das frentes de plantão, manutenção e hotelaria. Sem orçamento, sem equipe e sem mandato formal, usando a ferramenta que a empresa já tinha.
Recrutamento em operação de grande volume, com vagas abertas em várias frentes ao mesmo tempo, dependia de planilha, e-mail e divulgação manual em cada canal. Sem funil estruturado, o RH não conseguia acompanhar em que etapa cada candidato estava, nem o gestor requisitante enxergava o andamento da própria vaga.
Implantação do Pandapé, o ATS do Infojobs, com estruturação dos fluxos de triagem, configuração da página de carreiras, definição das etapas do processo seletivo e capacitação do time de RH e dos gestores requisitantes.
Cada área produzia seu próprio material e guardava arquivo do seu jeito. O resultado era comunicação interna dispersa, uso inconsistente do logo e da identidade visual, e nenhum lugar único onde o colaborador soubesse procurar. Faltava também um canal estruturado para as ações de endomarketing conduzidas pelo DHO junto com o Marketing.
Desenvolvimento da intranet corporativa em Google Sites, dentro do Google Workspace que a empresa já usava, evitando custo de licença nova e curva de aprendizado. Arquitetura da informação por setor, integração com drives compartilhados, definição das permissões por área e configuração dos espaços de comentário e interação. Trabalho conduzido em conjunto com DHO e Marketing, que passaram a ter um canal próprio de publicação.
A operação estava no campo, longe do computador, e as informações da empresa viviam em canais que o colaborador não acessava no dia a dia. Faltava um caminho direto e simples, no celular, para aproximar a comunicação de quem está na ponta.
Construção de dois aplicativos mobile no Appy Pie, plataforma no-code em que a montagem era feita arrastando ícones e blocos prontos. Projetos do início da minha trajetória na empresa, quando a prioridade era entregar rápido e validar a ideia sem abrir uma frente de desenvolvimento.
Rotinas administrativas que saíram do informal e passaram a ter registro, prazo e indicador.
Viagem corporativa passava por e-mail, agência e planilha. Cada solicitação virava uma sequência de mensagens, a aprovação acontecia fora de qualquer sistema e a prestação de contas vinha depois, em recibo solto. Sem política aplicada na ferramenta, o controle de gasto era sempre retroativo.
Implantação da Onfly, plataforma que centraliza reserva de aéreo, hotel, ônibus e carro junto com despesas e aprovações. Configuração da política de viagem da empresa, definição dos fluxos de aprovação, estruturação dos centros de custo e capacitação dos viajantes e aprovadores.
Deslocamento de colaborador era resolvido com reembolso, adiantamento e recibo avulso. Sem política clara, sem centro de custo definido no momento da corrida e sem visibilidade de quanto a operação gastava com mobilidade, o financeiro só descobria o valor depois, na prestação de contas.
Implantação do Uber corporativo na empresa: definição da política de uso, estruturação dos grupos e centros de custo, habilitação dos colaboradores por perfil e acompanhamento da adoção junto às áreas.
Uma operação nacional com processos abertos em comarcas de todo o país depende de não perder prazo nem audiência. O sistema em uso não dava conta, e o controle da agenda de quem precisava comparecer ao fórum, além do acompanhamento das movimentações de cada processo, ficava disperso.
Condução da substituição do sistema jurídico e estruturação do novo controle: agendamento das audiências, organização da operação por processo e histórico das movimentações, com lembretes das datas de comparecimento.
Sala de reunião era disputada por quem chegava primeiro ou por combinação informal, gerando conflito de agenda. E a recepção registrava visitas em papel, sem base consultável de quem esteve na empresa, quando e a convite de quem. Duas rotinas simples que, sem sistema, viram atrito diário e ponto cego de segurança.
Desenvolvimento de sistema próprio para reserva de salas e registro de visitantes, com definição das regras de reserva, estrutura dos dados de visita e desenho dos indicadores de acompanhamento.
Sei conduzir a conversa e sei o que acontece por dentro do sistema. É a combinação que faz projeto sair do papel e continuar de pé.
Da operação para a gestão de projetos, passando por uma base técnica que hoje uso para conversar com engenharia sem intermediário.
Ciclo completo dos projetos corporativos: escopo, cronograma, recursos e indicadores de sucesso. Gestão de stakeholders entre negócio e tecnologia, planos de mitigação de risco, dashboards gerenciais e relatórios executivos para a diretoria.
Durante o período no Grupo Souza Lima, atuei em um projeto de BI para a FEMSA: painel único com a visão completa do colaborador (ponto, faltas, advertências e ocorrências) para líderes e RH. Integração e saneamento de dados de ERP, controle de ponto e sistemas internos, com automação de relatórios em Python e SQL. Ao fim do projeto, retornei 100% às frentes internas.
Liderança de projetos estratégicos da modelagem ao go-live, suporte direto à diretoria, remodelagem de fluxos operacionais, gestão de fornecedores, auditoria investigativa e visitas técnicas a clientes e filiais.
Implantação e suporte de softwares operacionais, soluções customizadas, automação de processos, treinamento das equipes e viagens de implantação por todo o país.
APIs em Python e FastAPI. Migração de um sistema de TypeScript para Python, com reestruturação das conexões de banco e ajuste do Docker para escalabilidade.
ETL e pipelines para clientes: Azure Data Factory e Storage, tratamento no Databricks, manipulação de dados com Pandas e PySpark, procedures em SQL Server.
Projeto de tecnologia raramente falha por causa do código. Falha porque a diretoria quer uma coisa, o time técnico entende outra, e quem opera no campo simplesmente não adota. Meu trabalho é fechar essas três pontas, e é nisso que eu sou bom.
Já entrei em mais de duzentas organizações diferentes para implantar sistema: chão de fábrica, universidade, hospital, condomínio, centro de distribuição. Cada uma com cultura, hierarquia e resistência próprias. Ler esse ambiente rápido, achar quem de fato decide e conduzir a conversa até a adoção é o que faz o projeto entrar em produção e continuar rodando depois que eu saio.
A base técnica ajuda na hora de discutir integração e regra de negócio sem tradutor no meio. Mas o que sustenta a entrega é articulação: alinhar expectativa, negociar prazo, treinar equipe e sustentar a decisão com dado na mesa.
Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Estácio
Gestão da Cadeia de Suprimentos e Logística, UNINOVE
1º lugar entre os profissionais mais elogiados pelos colegas em campanha interna de reconhecimento (39 votos, ago/2025).
Se algum desses projetos parece com o desafio que você tem hoje, me chama.